28 de abril de 2015

Um outro alguém, como na música do los hermanos

Foi tão difícil dizer Não.
Mas não existe mais a gente e mesmo assim, insistimos em manter contato, tentamos ser amigos, estamos fadados ao fracasso e sabemos disso, temos tanta certeza quanto 2+2=4 mas não conseguimos, não estamos prontos para deixarmos um ao outro, não conseguimos aceitar que dessa vez é realmente o fim, pelo menos eu ainda não aceitei completamente. Na verdade, eu estou muito bem obrigada, mas o fim sempre é difícil, tenho um certo problema com pontos finais, gosto mesmo é da virgula, da continuação. É difícil aceitar a ideia de que provavelmente não nos cruzaremos de novo, de que o universo, agora, conspira contra a gente, é chato aceitar que depois de tantas tentativas desistimos, que depois de tantos sim e sorrisos vieram o não e o choro.
É tão estranho você me chamar para o municipal e eu dizer não, mesmo querendo te ver, mesmo querendo te abraçar. A tristeza que sinto ao pensar que não vou fazer isso de novo me corrói e eu sei que uma parte de mim ficou com você, um olhar, um sorriso, um apelido, algo que eu não vou ter mais. Dessa vez foi difícil dizer não e sempre será mas eu não te amo mais, talvez esteja amando um outro alguém mas isso também é difícil de admitir.

20 de abril de 2015

Não faz sentido 
Tentar entender um esboço 
Mas cá estou 
Fazendo análise minuciosa 

Procurando sentido 
Em cada palavra 
Buscando entender 
O verso inteiro 

Minha cabeça gira 
Tudo passa em segundos 
Múltiplos sentimentos 
Mas em voz alta não sai 

O som fica preso 
Não sei se interpretei certo 
Meu maior medo 
É viver o que não é 
 

- esboço de uma resposta jamais dada 

8 de março de 2014

Só.

Não posso dizer que estou passando pela pior fase da minha vida porque a gente só sabe que foi a pior quando supera, essa esta parecendo ser permanente.
Problemas, desilusões, decepções, promessas quebradas, doença, tristeza, choro, desapontamento são as palavras que mais fazem sentindo no momento.
Ah, a felicidade foi para longe e sem data para voltar.
Estou esgotada e sem forças para nadar contra a maré, queria sentar e observar a situação de longe, esperando apenas passar. Quando se tem toda uma realidade mudada e todo um sonho destruído pelo o que se deve lutar ? Ando tão confusa e sem rumo que tenho medo de me perder de uma forma que não tenha volta, não que eu já não tenha me perdido antes, mas a sorte não bate duas vezes na mesma porta.
Meus pensamentos são obscuros e a vontade de botar fim nessa tortura é crescente, invejo as pessoas que são felizes.
Uma vez com toda a doçura do mundo você me perguntou se eu era feliz e com toda a sinceridade respondi que a felicidade não é um estado permanente e que cancerianos jamais seriam completamente felizes. Você compreendeu com o silêncio mais acolhedor do mundo.
Hoje em dia, nem o seu silêncio tenho mais.

2 de dezembro de 2013

A relatividade do tempo

Todo mundo tem um lugar especial, um lugar em que você se sente segura, aonde nada pode te abalar, machucar ou fazer você perder sua paz interior. O meu costumava ser aquele ponto logo depois da arrebentação da onda, ali eu era inteiramente feliz, eu não ouvia nada além de ondas quebrando e não via nada além de formigas na areia e a imensidão do mar e apesar de ficar flutuando eu me sentia mais firme do que quando pisava no calçadão de Copacabana. Eu costumava ser feliz. 
Mas - tudo na vida tem um mas porque se chama V-I-D-A e nela não existe felicidade plena - meu porto seguro foi arrancado de mim e hoje me atormenta a cada momento que eu tento uma reaproximação. 
Eu era adolescente e como qualquer um achava que nada de mal me aconteceria, eu era invencível, foda, fiz 9 anos de natação, venci alguns campeonatos de escola e tinha certeza absoluta que a única forma impossível de morrer para mim seria afogada, afinal eu era a nº 1 nos campeonatos do colégio MAS eu estava completamente errada e descobri isso da pior forma possível. Pois é, eu quase morri afogada e a sensação de falta de ar e desespero me atormentam cada vez que eu encosto meu pé no mar. 
Estava em saquarema e cometi o erro de ir para depois da arrebentação numa praia aonde o mar é aberto, a maré subiu mas eu era a nadadora número um e achava que sairia dali no momento que quisesse, eu comandava o mar e não o oposto. Furei em torno de 7 ondas seguidas e meu porto seguro ( o ponto depois da arrebentação ) ficava cada vez mais distante, eu tentava alcança-lo insistentemente e o meu maior medo naquele momento era levar um caixote e ir para longe do meu lugar especial para sempre. Já havia perdido as contas de quantas ondas eu já tinha encarado quando comecei a ficar sem fôlego e a chamar a atenção do salva-vida, eu não estava me afogando mas já estava tão distante da terra firme que se passassem mais alguns minutos eu certamente não perderia somente o meu porto seguro. O desfecho da história é óbvio porque se você esta lendo isso agora significa que eu sobrevivi a fúria do meu melhor amigo, mas eu não comecei a escreve esse texto para falar sobre o meu trágico e cômico afogamento ou sobre a burrice de confiar demais, apesar que isso seria uma ótima metáfora.
O ponto é que essa memória de quase afogamento, a sensação mais realista  que a minha própria vida e o medo que toma conta de cada célula do meu corpo quando entro no mar provavelmente não teria sido gravado pela minha mente se eu tivesse aceitado que eu não era a n° 1 e que eu nunca dominei o mar, se eu tivesse me dado por vencida a tempo, apenas teria levado um caixote dos feios e ido parar no beira-mar com mais areia no cabelo do que na praia, seria sufocante mas rápido demais. Eu já havia superado outros caixotes e superaria mais um. Porém, eu decidi prolongar o meu sofrimento tentando alcançar o que não era meu e que eu jamais teria, era algo que não me pertencia e eu queria te-lo e estava disposta a abrir mão da minha vida se preciso. 
eu não o venci. eu não o tive. eu jamais o terei.

22 de novembro de 2013

Desconstruindo a felicidade do amor

Cheguei a conclusão de que nunca fui completamente feliz enquanto amava, ou enquanto estava apaixonada, ou simplesmente quando estava começando a ficar com alguém. Cheguei a conclusão de que a ansiedade, a falta de confiança, o amor em excesso, os sentimentos transbordando, a insegurança, nada disso me deixa feliz, não é possível ser feliz com esses sentimentos tão a flor da pele.

Então não é possível ser feliz com o amor ? todos esses sentimentos são decorrentes de uma única e pequena palavra, sinceramente, acredito que não seja possível alcançar a felicidade plena com o amor mas pelo simples fato de que não é possível alcançar a felicidade plena, somos humanos e não fomos criados para sermos plenamente felizes.

De qualquer forma .. não acredito em amor.

7 de novembro de 2013

Felicidade = expectativa - realidade

A imagem do seu mundo era perfeita, um perfeito mundo de mentiras, e eu entrei nele, acreditei acreditamos piamente nesse seu mundo, a imagem que você passa é de uma felicidade de causar inveja .
E apesar de ter consciência dos seus defeitos, de saber do seu passado e de não confiar em você. Eu fiquei cega e surda, eu me apaixonei. Eu confiei quando não queria e não devia, eu fui quando deveria ter ficado, eu me joguei e só percebi quando era tarde, no meio de uma festa, muito tarde, tarde demais para voltar atrás e cedo demais para terminar.
Afinal, o que a gente teve ?

Do amor

Eu supero uma ilusão com outra ilusão e no fundo eu não supero nada, só acumulo frustrações.